TAJ MAHAL

Maria Helena Lakshmi - Instrutora de Yoga, Publicitária e Escritora      quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

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Quando se vai à Índia pela primeira vez, não tem como deixar de visitar o Taj Mahal, esse famoso templo do amor eternizado. A chegada é emocionante. A certeza quase inacreditável de estar em um lugar que sempre foi apenas um nome, uma imagem, um cartão postal. A vontade de ver tudo, gravar na alma, se apropriar e se deixar pertencer. Querer fazer parte deste gigantesco palácio branco que brilha sob a luz do sol, como querendo dizer: eu represento o amor, eu sou o amor, eu sou eterno.

A ânsia de caminhar rápido pelas límpidas laterais do grande espelho d'água que reflete o Taj Mahal, para chegar logo, entrar e ver. E ao mesmo tempo o impulso de caminhar o mais lento possível para quase eternizar o estar ali. E junto com esse turbilhão de emoções, a necessidade de abandonar todos os seus desejos e seguir o fluxo para não se perder do resto do grupo. Enfim, vence a consciência racional e a gente precisa abandonar o desejo louco de deitar na grama verde, olhar o céu e se deixar queimar pelo sol dourado da Índia, e se fundir com o mármore branco do Taj Mahal e, por fim, se eternizar na energia do amor que este lugar transpira e nos inspira.

Quanto mais próximo, mais emocionante. Parece que o coração vai explodir. Estou na Índia, estou entrando no Taj Mahal, sou eu mesma. Eu estou aqui. Eu consegui.

O que tem lá dentro? O túmulo da princesa e de seu filho no centro de um grande quadrado, gradeado por grades brancas e frias, com minúsculos arabescos por onde praticamente nada se pode ver, nem mesmo a famosa tumba. Mas não é necessário ver, basta sentir. Passa-se ao redor desse gradeado muito rápido, junto com uma multidão. Não se pode fotografar nada lá dentro e quase nada se vê. Mas, a energia que se sente é indescritível. A visita dura poucos minutos, quando nos damos conta já estamos novamente no lado de fora do grande palácio. Mas, mesmo depois que você sai do Taj Mahal, ele nunca mais sai de você. As sensações vivenciadas ficam gravadas pra sempre na nossa memória e no nosso coração.

Lembro que naquela noite, não conseguia dormir e então me dei conta que ainda estava com a mente repleta de Taj Mahal. Fechava os olhos e via Taj Mahal por todos os lados. Os muros, os entalhes delicados no mármore branco, a suntuosidade, a energia do amor ali eternizado, tudo povoando o meu ser e ocupando todas as minhas células.

Por fim, o cansaço me venceu e o sono me acolheu, adormeci. E no outro dia, quando acordei, tudo era só lembrança, tinha ficado para trás, para talvez voltar algum dia, talvez nunca mais.

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