Caminhada Espiritual Através do Yoga

Maria Helena Lakshmi - Instrutora de Yoga, Publicitária e Escritora      quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

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Hoje, carinhosamente cedo meu espaço aqui para minha aluna/amiga e companheira de jornada espiritual, Cíntia Suris, pois seu depoimento diz muito sobre a importância do Yoga em nossas vidas.

Abro o Google pensando: definitivamente preciso de algo que além de mexer o corpo, que consiga me trazer um pouco de paz. Meu trabalho é estressante e preciso de um contraponto.

Uma vez ouvi falar em Yoga... Boa, pesquisa aí: Yoga no Centro de Porto Alegre. Esse site parece interessante, as rosas vermelhas me “conectaram”.

Em frente à Mudrá Yoga eu leio: “Um grama de prática vale mais que toneladas de teoria” (Swami Sivananda).

Para alguém que tem uma mente dominante essa frase “sacode” algo em meu interior. O que será um Swami?

Aula experimental finalizada e efetuo minha inscrição no início de 2014.

Em abril iniciei meu diário espiritual por indicação da instrutora Maria Helena, diante dos relatos que eu trazia no fim das aulas, na tentativa de compreender meus processos internos.

O relaxamento e as aulas de Yoga Nidra trazem à tona algumas sensações: plásticos-bolha estourando em torno do meu olho direito, muita energia sem direcionamento, sensação de segurar uma caixa muito pesada nas mãos.

Entre 24 de abril e 09 de maio de 2014 não tivemos aula devido a feriados e eventos no Centro de Porto Alegre. Sinto-me agitada, ansiosa, com barulho mental intenso, dificuldade para ir dormir, fala mais acelerada. Preciso focar no que é construtivo, viver um dia de cada vez, viver no presente, colocar em prática a dica da instrutora de Yoga: a energia contrária é a melhor resposta para negatividade.

Já é dia 13 de maio, nessa semana estou melhor. Relatei para Maria Helena que ao respirar durante o relaxamento tenho visualizado uma macieira que emana a cor rosa e que hoje, em um momento de desconforto, a cor emanada foi verde. Ela disse que rosa é a cor do amor incondicional e o verde uma cor curativa. Eu falei do peso da caixa que vinha segurando, ela lembrou “de primeira” (fiquei feliz). Eu disse que amei o símbolo OM, inclusive imprimi e coloquei no meu quarto no primeiro dia de aula – mesmo sem compreender direito o significado. Apontei para um quadro com o símbolo OM dourado e falei que as imagens em volta pareciam o Universo em movimento – a Maria Helena disse que realmente o OM estava no lugar certo. Ela é uma instrutora muito cuidadosa, indicou que eu trabalhe minha energia interna sem ficar impressionada com nada. Apenas observar. Gosto muito do método dela.

Eu consegui colocar as pernas sobre a cabeça (deitada) e encostar os pés no chão atrás da cabeça. Ela achou legal e rápido meu desenvolvimento, disse-me para lembrar sempre do meu tapetinho de Yoga – o lugar que ocupo no espaço e as sensações que ele me proporciona – para mudar minha vibração quando eu estiver estressada. Saí muito bem da aula e reparei em uma linda lua cheia.

Dia 22 de maio, a “caixa” que eu vinha segurando tornou-se uma esfera. Estou conseguindo ter algum controle sobre as minhas crises de tosse. Meu cérebro ainda tenta desviar minha atenção das instruções do Yoga. Meus relatos como aluna foram retomados apenas em 20 de janeiro de 2017. Nesse dia, a Maria Helena indicou novamente que eu anotasse minhas percepções – o que motivou minhas anotações. Foi um dia tenso. Na noite anterior dormi pouco, tive pesadelos.

Quando cheguei para a aula de Yoga o Centro de Porto Alegre estava cercado por protestos barulhentos (a escola, MUDRÁ YOGA, fica na esquina democrática). Mesmo assim, o relaxamento foi maravilhoso (acho que tem algo mágico ali, como pode ter sido tão bom com tanto barulho lá fora?). Quando a instrutora tocou o sino para encerrar o relaxamento fiquei chateada por terminar tão depressa. Conversamos um pouco, lembrei que tinha escrito um diário espiritual anteriormente.

Falei que é muito surpreendente tudo que o Yoga já fez e manifestou na minha vida e como hoje consigo ter comportamentos muito mais assertivos. Agradeço ao Yoga, ao invés de esperar algo dele. Bom, a Maria Helena você já conhece.

Meu nome é Cíntia Suris e hoje é 30 de agosto de 2017. Minha caminhada espiritual através do Yoga está sendo ao lado dessa pessoa maravilhosa, que hoje considero minha Mestra.

No final de 2015 eu concluí o curso de Formação em Aerial Yoga e no final de 2017 concluo minha Formação em Vinyasa Flow Yoga.

As “caixas” viraram esferas, a minha energia já não está “desgovernada”. Meu corpo está muito mais flexível e forte, assim como minha mente e meu espírito.

O aprendizado é para toda vida, ainda há muito para ser feito.

Hoje eu vivencio a frase do Swami Sivananda e compreendo o valor da prática, tão relegada pelo ocidente.

A propósito, Swami significa “mestre de si mesmo”.

Sou grata ao Yoga e tudo que ele representa em minha vida.


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